10 Fev, 2014

Intérpretes de conferência: como sobreviver ao calor?

10 Fev, 2014

 

A cidade de São Paulo vem passando por uma onda de calor inédita desde a década de 50. Apesar da chuva que caiu na noite de ontem na zona oeste da cidade, a maior parte dos bairros tem apresentado nos dias mais quentes índices de umidade relativa comparáveis a desertos. 

São Paulo atingiu na última sexta-feira o maior nível de calor dos últimos dias, e registrou temperatura de 36,4 graus centígrados, a maior deste ano e para um mês de fevereiro desde 1943, quando começou a medição oficial.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou em sua publicação que a maior temperatura do dia foi registrada às 16 horas no Mirante de Santana, no bairro de Jardim São Paulo, e que a sensação térmica era de 43 graus.

Aparelhos de ar-condicionado e ventiladores sumiram das lojas e os reservatórios de água apresentam níveis preocupantes.

Certas profissões estão mais expostas aos riscos das altas temperaturas e a nossa é uma delas. Trabalhando quase sempre em cabines fechadas e sem ar-condicionado, os intérpretes de conferência  precisam estar atentos aos sinais do corpo e encontrar alternativas para driblar os efeitos do calor.

Os fatores ambientais que afetam a saúde do profissional quando exposto ao calor excessivo em sua área de trabalho, são: temperatura, umidade, calor radiante (como o que provém do sol ou de um forno) e a velocidade do ar. Características pessoais como idade, peso, estado físico, condições orgânicas e aclimatação ao calor devem ser consideradas

O corpo reage às altas temperaturas externas aumentando a circulação sanguínea na pele, fazendo subir a temperatura nessa área. O corpo, então, perde o excesso de calor através da pele. Sem dúvida, na medida em que somos exigidos pelo trabalho mental, parte do sangue flui para o cérebro e para a pele para liberar o calor.

A transpiração é um dos meios que o organismo utiliza para manter a temperatura corporal interna estável em condições de calor. O suor, no entanto, não pode ser excessivo. Apenas na medida em que sua evaporação possa ocorrer e as quantidades de líquido e sais perdidos possam ser repostas adequadamente.

Entretanto, quando o corpo não consegue eliminar o excesso de calor, este fica “armazenado”. Nestas circunstâncias a temperatura do corpo aumenta. Na medida em que o corpo retém o calor, a capacidade de concentração diminui, a memória se vê prejudicada e a irritabilidade aumenta. Em casos extremos, podem acontecer desmaios. 

O intérprete pode adotar alguns cuidados para atenuar os riscos provenientes de sua exposição ao calor como, por exemplo, circular por local mais fresco em seu período de descanso; diminuir a duração dos turnos de trabalho dentro da cabine; aumentar o consumo de água, afrouxar parte de suas roupas e usar tecidos mais leves. Outra recomendação é evitar o consumo de alimentos pesados. 

Na atual circusntância, pedir mais chuva à São Pedro talvez funcione como último recurso. Tentar não custa nada.

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