“Fui jornalista durante 15 anos, mas sempre tive uma paixão por idiomas e tradução. Em 2006, decidi trocar a redação de uma grande revista semanal pelas cabines de interpretação. Fiz o curso da PUC/SP de formação de intérpretes, aproveitei os conhecimentos de inglês adquiridos na adolescência, quando morei nos Estados Unidos, e parti para uma carreira na área.

Adoro a profissão porque ela me dá a possibilidade de estudar temas diversos e estar em contato com ‘feras’ em vários assuntos. Já interpretei, por exemplo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon; o economista ganhador do Nobel, Paul Krugman; o cineasta David Lynch; a cantora pop Demi Lovato e escritores como Amós Oz, Tom Wolfe e Nadine Gordimer. Fazer a tradução simultânea de pessoas anônimas ou desconhecidas é igualmente interessante: elas têm histórias e talentos que eu jamais conheceria se não fosse pelo meu trabalho. De quebra, circular entre diferentes línguas é ótima ginástica para o cérebro.