16 Jul, 2015

Com a palavra, a intérprete Helena Nicotero

16 Jul, 2015

Muitas vezes o intérprete é o único elo entre a pessoa que está falando e seus ouvintes. Isso leva a uma importante pergunta: até quando manter a tradução simultânea numa situação de risco? Qual é a hora certa de interromper o trabalho e alertar os envolvidos para o perigo iminente?

Tradutora e intérprete experiente, Helena Nicotero já se deparou com uma situação como essa durante reprise (exercícios) de adestramento do Programa Paralímpico, na Hípica Paulista, em São Paulo. Ela estava em pé, na beira do picadeiro, traduzindo as falas de uma atleta brasileira, munida de microfone, para um grupo de juízes holandeses. Foi então que algo inesperado aconteceu.

“Nesse esporte, altamente competitivo, os atletas são avaliados durante suas reprises por juízes que os dividem em grupos de competidores com deficiências semelhantes.

Durante a reprise de uma atleta com deficiência nos membros inferiores, o cavalo disparou. Em um instante, percebi a voz da atleta fraquejar e sua respiração ficar ofegante. Por um tempo, continuei traduzindo: temia prejudicar a atleta caso interrompesse o processo.

Depois de alguns minutos, percebendo que ela estava em total desespero, como ninguém havia tomado qualquer atitude, resolvi pedir desculpas, interromper o trabalho e deixar claro que a atleta estava em perigo. Foi a decisão acertada. E ficou o aprendizado sobre a necessidade de saber parar.”

Saiba mais sobre a formação e a experiência profissional de Helena Nicotero aqui: http://goo.gl/ONTMzB

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