16 Jun, 2015

Com a palavra, a intérprete Camila Bogéa

16 Jun, 2015

Você já se emocionou com um filme a ponto de chorar até soluçar? Imagine que, num festival de cinema com tradução simultânea, isso pode acontecer também com o intérprete, dentro da cabine. Camila Bogéa passou por essa situação em 2006, durante o VIII FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, na Cidade de Goiás Velho. Ela conta:

“O documentário The Last Atomic Bomb, do diretor Robert Richer, traça o perfil dos sobreviventes da bomba atômica de Nagasaki, alternando cenas em que contam suas histórias de vida com outras que analisam o papel dos Estados Unidos nessa tragédia.

O conteúdo do documentário me tocou profundamente: tive uma crise de choro e precisei deixar a cabine por alguns minutos. A colega que estava comigo manteve-se firme e segurou as pontas. Esse episódio me fez sentir na pele a importância de os intérpretes trabalharem em dupla.

O trabalho no festival me colocou também frente a outros desafios, como o de trabalhar praticamente o dia inteiro no escurinho do cinema, mantendo-me o tempo todo atenta e desperta ou ainda fazer a tradução simultânea de alguns filmes com base apenas nas legendas, cujo tempo de exibição é bem mais curto que o da fala.  Por outro lado, me permitiu assistir a todos os filmes da mostra, além de me proporcionar boas experiências e muitas histórias para contar.”

Saiba mais sobre a formação e a experiência profissional de Camila Bogéa: http://goo.gl/7eyMII

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